quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Eu fico imaginando..
Temos tanto medo, que por medo, não vivemos..

Não vivemos as escolhas.
Não vivemos as pessoas.
Não vivemos os sentimentos.
Não vivemos o corpo que nos é emprestado.
Não vivemos o tempo.

Tudo o que ouvimos. Tudo que lemos. Tudo que nos contam.
Tudo, e digo isso com 98% de certeza, tem em comum o amor.
O amor que sonhamos.
O amor que nos identificamos.
O amor, que na maioria das vezes, é o do outro.

Essa preocupação do retorno.
"E se", não der certo.
"E se", eu me doar muito.
"E se", seja quem for, partir?

Muito se pensa, pouco se vivencia.
E os dias vão passando, e você acaba nem notando.Que aos poucos esta partindo, e não esta "plantando" algo.. E não esta colhendo nem frutos verdes que seja.

Pegue o carro.
Abra os vidros.
Mude as marchas.
Chegue a 100km.
Solte o volante e quem sabe, se sinta mais vivo!


Coloco música, som ambiente. No entanto, o silêncio ainda ecoa.
Os dias são tão iguais, que preciso de um calendário para saber que dia estamos.
Por aqui, a transformação é diferente. Logo, vou fazendo parte de algo que não faço ideia.
Vou mudando, eu sei, mas não percebo. Cada vez, me importo menos.

Minhas manhãs são xícaras de café.
E o tempo vai passando.
Minhas tardes, são perdidas na janela.
E o tempo vai passando.
De noite, eu coloco música som ambiente, e o silêncio ecoa.
E o tempo.. Passou.